Desmandos marcam o último dia do recenseamento eleitoral

Longas filas e desmandos, perpetrados por brigadistas, marcaram o último dia do recenseamento eleitoral em quase todos os postos instalados nas 53 autarquias do país.

Numa ronda efectuada pelo CIP aos postos de recenseamento verificava-se longas filas e muita confusão entre os cidadão que estavam a espera para se recensear o os brigadistas que estavam impacientes.

Em Maputo, o recenseamento prolongou-se para além da hora prevista, nas brigadas da EPC Julius Nyerere e EPC Acordos de Lusaka (Cutema) devido enchentes de ultima hora.

Na Escola Primaria Completa de Quelimane (EPC), onde anteriormente, brigadistas passavam mais tempo empoleiradas nos muros, por escassez de pessoas para recensear, a partir de 2 feira, a tendência foi de presenca constante de eleitores, que em alguns casos, eram obrigados a ter que esperar na fila.
Na cidade de Nampula, os brigadistas de alguns postos de recenseamento em funcionamento, encerraram o processo mesmo com cidadãos na fila ainda por recensear. Desta forma, os brigadistas contrariaram as ordens do STAE de encerrarem os postos apenas depois de inscrever o último potencial eleitor da fila.

Na EPC Parque Popular, o supervisor mandou embora as pessoas que se encontravam no local e, obrigou os operadores das máquinas a desligarem o equipamento e encerrarem o processo.

O mesmo correu no posto localizado no Pavilhão dos Desportos, onde os agentes alegavam que as pessoas gostam de deixar os actos eleitorais em último plano e o seu horário já tinha sido cumprido.

Em Dondo (Sofala), concretamente na EPC 25 de Setembro, localizado no bairro de Mafarinha, muitos eleitores ficaram impedidos de se recensear por alegada desconfiança de não residirem na área que será abrangida pelas eleições autárquicas. Os mesmos, aglomerados, se manifestaram, acusando os brigadistas de má-fé ao não aceitarem que se recenseassem.

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